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Minas Gerais pode ter até 620 novos Prefeitos

 

 

As eleições municipais de 2012 serão marcadas por uma grande renovação do cenário em relação ao quadro atual. Dos 853 municípios mineiros, cerca de 68% a 73% deles deverá ter à frente da gestão 2013-2016 um novo prefeito municipal. Pelo menos é que se pode prever em virtude das possibilidades e indicativos que os gestores atuais demonstraram em pesquisa recente realizada pela Associação Mineira de Municípios – AMM, além da análise de dados coletados diretamente junto à página do Tribunal Regional Eleitoral – TRE/MG.

 

54% dos atuais prefeitos podem disputar a reeleição. O número corresponde a 461 municípios em que a reeleição é possível. 46% dos atuais prefeitos, ou seja, gestores de quase a metade dos municípios de Minas, já estão em seu segundo mandato. Isso representa o total de 392 municípios em que é certa a troca de comando à frente da gestão municipal. Como a legislação não permite uma terceira candidatura, eles deverão dar lugar a um novo gestor municipal.

 

Embora isso não signifique necessariamente a descontinuidade da gestão atual, visto que muitos prefeitos podem fazer o seu sucessor e manter a linha administrativa já conhecida pela população, ainda assim, a cada novo prefeito, pode surgir também um novo jeito de governar a cidade.

 

O gráfico a seguir ilustra o quadro de possibilidade de reeleição em Minas Gerais:

Gráfico 1

Entretanto, ser possível a reeleição, não significa necessariamente a certeza de que a cidade terá à frente da gestão o atual prefeito. Isso porque nem todos têm interesse em se candidatar novamente. E os motivos são vários: desde a desilusão com o processo político ou impedimentos decorrentes da nova Lei da Ficha Limpa, passando pela reprovação da sociedade, motivos pessoais, como saúde ou desestímulo da família, até a falta de apoio por parte de antigos aliados. Esse número gira em torno de 22% daqueles que poderiam, mas não vão disputar um novo mandato, significando que em 103 municípios, mesmo sendo possível a reeleição, ela não ocorrerá.

 

Com isso, dos 461 municípios onde a reeleição é possível, ela só será disputada em 358 cidades. Esse número corresponde a cerca de 78% dos prefeitos em condição de reeleição e 42% dos atuais prefeitos em Minas, conforme gráfico a seguir:

 

Gráfico 2

Daqueles que podem e efetivamente irão disputar a reeleição, estima-se que cerca de 65% seja de fato reeleito, considerando-se a média das últimas eleições. Com isso, dos 358 que efetivamente disputarão a reeleição, existe a possibilidade de que 233 sejam reeleitos e 125 não. O número de prefeitos reeleitos representaria, portanto, menos de 27% dos atuais 853 prefeitos em Minas, o que mostra uma grande possibilidade de renovação no quadro atual.

Se trabalharmos com a hipótese de que chegue a 75% o índice de reeleição, o que não é comum pela média histórica observada em Minas e no país, seriam reeleitos 269 dos 358 prefeitos candidatos que tentam um novo mandato, ao passo que 90 possivelmente não seriam reeleitos. Quando comparamos com o total de 853 atuais prefeitos, o índice de reeleição não chegaria a 31%.

Há também aqueles que podem disputar a reeleição, tentarão uma nova aprovação nas urnas e provavelmente não se sagrarão vencedores. De todos aqueles que estão em condições

de serem reeleitos (461 dos atuais prefeitos) e decidiram disputar novamente a prefeitura (358 dos atuais prefeitos), provavelmente entre 25% e 35% não se reelegerá. Em números, isso significa que, aproximadamente, entre 90 e 125 dos atuais prefeitos, mesmo tentando a reeleição, darão lugar a novos postulantes ao cargo.

Diante do cenário que se desenha em torno das possibilidades da formação de um novo quadro de prefeitos em Minas Gerais, a AMM estima que aproximadamente entre 585 e 620 novos gestores municipais estarão à frente da gestão dos municípios em todo o estado. Este número gira em torno de 68% a 73% dos atuais prefeitos e significa uma grande renovação do quadro atual, conforme gráfico a seguir:

Gráfico 3

 

Vale dizer que muitos dos novos prefeitos substituirão aqueles que não mais podem se reeleger e que, portanto, ficaram, em regra, no mínimo 04 (quatro) ou até 08 (oito) anos afastados da gestão do município, se já foram em algum momento prefeitos, ou são completamente novatos em termos de gestão municipal.

 

(fonte: AMM)