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Mais de 30 dias se passaram e o caso Camila ainda não foi solucionado

A Polícia Civil ainda não conseguiu chegar a uma conclusão sobre o desaparecimento e morte da menina Camila Graziele dos Santos, de 5 anos. Há 34 dias, a menina desaparecia após ir brincar na casa de um colega. Seis dias depois, no dia 22 de outubro, o corpo dela foi encontrado dentro de um saco às margens de um rio, a apenas 800 metros da casa onde morava. A menina foi morta com 12 facadas e ainda apresentava sinais de violência sexual.

 

A polícia ainda não conseguiu concluir quem pode ter cometido o crime. O delegado responsável pelas investigações, Emílio de

Oliveira e Silva, disse que aguarda o resultado dos exames, que estão sendo feitos pelo Instituto de Criminalística em Belo Horizonte (MG).

“São exames complexos, que levam tempo até ficarem prontos, mas que são minuciosos, para evitar erros. Por enquanto, tivemos apenas o resultado preliminar de

um dos exames, mas não pudemos divulgar justamente para não incriminar erroneamente alguém ou sermos precipitados”, enfatiza.

Segundo ele, foram colhidas amostras de sangue e DNA da garota, bem como amostras de materiais e das vestes da criança que estiveram em contato com o agressor e também com a vítima.

“Eu fui a Belo Horizonte na última semana para pedir agilidade nos resultados dos exames. Tivemos resultados preliminares, mas que ainda não são suficientes para afirmarmos qualquer coisa”, comenta.

Ainda de acordo com o delegado, algumas pessoas estão sendo investigadas e uma mulher, que teria sido vista com Camila continua presa.

“Um homem, que mantinha um relacionamento com esta mulher foi preso, mas liberado em seguida por falta de provas. Ele foi preso em Ijaci (MG) no mesmo dia que o corpo foi encontrado, mas conseguiu comprovar que estava em outro lugar no dia do desaparecimento da Camila. O que eu posso destacar é que as investigações prosseguem, mas temos que aguardar e trabalhar em silêncio. Estamos em um caso delicado, com várias pessoas envolvidas e temos que ter todo cuidado para não prejudicar o rumo das investigações”, explica o delegado.

O homem que chegou a ser preso e liberado já havia sido detido, anteriormente, pelo crime de “sedução de menor”.

 

A menina Camila Graziele Santos Vitoriano, desapareceu no dia 16 de outubro, na porta de casa, em Bom Sucesso (MG) e foi encontrada dias depois por um tio e dois moradores que faziam buscas na região.

 

Ela estava dentro de um saco à beira de um córrego próximo da casa da família. As roupas que a menina usava quando desapareceu estavam dentro de uma sacola junto à vítima. A polícia acredita que o corpo tenha sido colocado perto do córrego há poucos dias, já que a área foi uma das primeiras onde os moradores realizaram buscas.

 

O laudo sobre a morte de Camila afirma que ela teve hemorragia interna, traumatismo craniano e 12 perfurações feitas com faca. Até então, a polícia suspeitava que a menina havia sido sequestrada. As hipóteses mais prováveis eram de tráfico de crianças, transplante de órgãos, trabalho escravo ou adoção ilegal.

 

Moradores da pequena cidade de pouco mais de 17 mil habitantes se mobilizaram espalhando cartazes com a foto da menina pelo comércio da cidade e nas redes sociais. Apesar da suspeita de que a menina tivesse sido sequestrada, a polícia concentrava as buscas pela zona rural do município.

 

O corpo da menina foi enterrado no dia 23 de outubro, em Bom Sucesso. Centenas de pessoas com faixas e camisetas seguiram em cortejo pedindo por justiça pela morte da garota.