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Empresa que administra Fernão Dias realiza pesquisa e aponta que mais de 30% dos motoristas mineiros dirigem após ingerir bebida alcoólica

Pelo segundo ano consecutivo, a Arteris realiza uma pesquisa nacional sobre o comportamento de motoristas no trânsito. Em 2017, o estudo examina as principais desculpas dadas por motoristas ao admitir comportamento de risco.

O estudo abordou quatro eixos de análise – uso do cinto de segurança, direção após o consumo de bebida alcoólica, excesso de velocidade e utilização do celular ao volante. De acordo com o estudo, 11,2% dos motoristas mineiros alegaram não usar o cinto de segurança.  E 40% dos entrevistados não exigem que os passageiros usem o dispositivo. Para justificar o comportamento, os motoristas alegam falta de atenção ou trajetos curtos.

No Brasil, o uso do cinto para todos os ocupantes do veículo é obrigatório e o não cumprimento desta norma é passível de multa. A infração por passageiro sem cinto é considerada grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, e o não cumprimento da norma pode acarretar a perda de pontos na carteira, além da multa.

A pesquisa também aponta que 31,3% dos motoristas mineiros dirigem após ingerir bebida alcoólica. Deste público, 19,9% alegaram que o álcool não altera a condição de dirigir. “Somente obras e inovação não é o suficiente para mudar a realidade do trânsito no país. Também é preciso investir em ações de sensibilização para mudar o comportamento dos condutores”, diz o diretor superintendente da concessionária, Helvécio Tamm de Lima Filho.

Mesmo cientes dos riscos e da legislação vigente, condutores imprudentes acreditam que desculpas como pressa, falta de atenção, trajetos de curta distância ou até mesmo a confiança na capacidade de guiar após ingerir bebida alcoólica justificam posturas incorretas no trânsito, que coloca em xeque sua própria segurança e de outras pessoas.

Esse tipo de atitude reforça a tese de que é preciso investir, cada vez mais, em ações de sensibilização e de educação para que, de fato, as estatísticas sejam revertidas e a insegurança no trânsito deixe de ser uma das principais preocupações globais da atualidade. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1,25 milhão de pessoas perde a vida no trânsito, por ano, ao redor do mundo. No Brasil, cerca de 40 mil óbitos a cada ano são registrados conforme os dados do Ministério da Saúde.

A pesquisa trouxe, no Dia Nacional do Trânsito, 25 de setembro, um alerta para motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres para que observem suas condutas e adotem atitudes mais prudentes no trânsito.

Para Elvis Granzotti, gerente corporativo de Operações da Arteris, o trânsito é um sistema complexo. A qualidade da via, dos veículos e o comportamento de condutores e pedestres contribuem para o seu bom funcionamento. “Infelizmente, o que se verifica é que a maioria dos acidentes tem como causa falhas humanas, que, hoje, temos certeza de que estão ancoradas em comportamentos deliberados de risco”, afirma.

A pesquisa foi realizada entre 15 e 27 de julho, com 2.686 motoristas, das cinco regiões do País, que responderam a um conjunto de perguntas sobre o seu próprio comportamento no trânsito. O levantamento retrata a distribuição no território nacional de condutores e a margem de erro é de 1,9%.

 

Uso de celular enquanto dirige

A infração mais recorrente identificada na pesquisa é o uso do celular ao volante. A maioria dos motoristas brasileiros (51,9%), mesmo cientes da proibição, faz uso do telefone enquanto dirige. Entre os mineiros, a estatística é de 39,9%. O que a grande maioria dos motoristas esquece é que alguns segundos de distração ao manusear o celular podem levar a um desvio de atenção grave, inclusive possibilitando que percorram vários metros “às cegas”. As principais desculpas apresentadas foram o uso de aplicativos (37,7%) e a realização ou recebimento de ligações importantes ou urgentes (36,1%).

Cinto de segurança

O cinto de segurança é um dispositivo de uso obrigatório, tanto no banco da frente, quando no de trás, e uma proteção vital em caso de acidentes. Além disso, não utilizá-lo configura infração grave, podendo render cinco pontos na carteira de habilitação e multa.

A pesquisa revelou que 91,1% dos condutores brasileiros usam o dispositivo. Entre aqueles que admitiram nem sempre usar ou exigir que passageiros do veículo usem, as principais desculpas são a falta de atenção (35,5%), a transferência da reponsabilidade pelo emprego do dispositivo para os passageiros (15,5%), e a baixa necessidade de uso do cinto em trajetos curtos (12,8%).

Direção após o consumo de bebida alcoólica

Desde o ano passado, a punição para os motoristas flagrados dirigindo após o consumo de álcool se tornou mais severa no Brasil. A multa, hoje, ultrapassa R$ 2 mil. Mesmo assim, 25,6% dos condutores brasileiros afirmaram dirigir, ainda que raramente, após a ingestão de bebidas alcoólicas.

Quando questionados sobre o motivo deste comportamento, 25,6% disseram que conduziram o veículo porque estavam sozinhos ou porque era a única pessoa que poderia dirigir naquele momento; 20,9% porque acreditam que a quantidade ingerida não altera sua condição de dirigir, e 13,9% porque os trajetos percorridos eram curtos. O mais alarmante é que 99,1%, ou seja, praticamente todos os entrevistados, demonstraram ciência sobre a proibição legal de dirigir após a ingestão de álcool.

Excesso de velocidade

O excesso de velocidade favorece a perda de controle do veículo e pode aumentar a gravidade das colisões e das lesões das vítimas. Está caracterizado como infração gravíssima no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e é a segunda infração mais recorrente entre as quatro analisadas no estudo. No levantamento, 40,7% dos motoristas admitiram exceder os limites de velocidade e, para esses, as três principais desculpas apresentadas foram a pressa (28,7%), os limites de velocidade baixos (13,4%) e a falta de atenção (11,3%).

(Assessoria de Comunicação Arteris/Fotos: Ilustrativa Net)